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  • Academia de Drags estreia sua 3º temporada em 20 de dezembro

    E o Academia de Drags voltou! Agora na 3º temporada que conforme o anúncio feito no Facebook do programa, estreia em 20 de dezembro as 20h.

    Academia De Drags 3
    Imagem Divulgação/Facebook

    O Academia de Drags teve 2 temporadas, a 1º em 2014 e a 2º em 2016 e a 3º, só agora em 2021.

    A 3º temporada deveria ter acontecido em 2017, tanto que o reality fez “Vaquinha Virtual” a época, para ajudar a realizar o programa, visto que há dificuldades para atrair patrocinadores por vários fatores, entre eles, preconceito por ser um reality LGBTQIA+, estar no Youtube e não na TV, não tem um nome forte ou conhecido vindo da TV, afinal estamos falando dos anos de 2014 e 2016, ou seja de 7 a 5 anos atras, onde o Youtube já era forte, mas não o canhão midiático que é hoje além de outros tantos “problemas” que podem surgir nesse tipo de programa.

    Academia de Drags estreia sua 3º temporada em 20 de dezembro
    Vencedoras da 1º e 2º temporada, nessa ordem: 1º Gysella Popovick – 2º Sasha Zimmer

    Academia de Drags teve ou terá na 3º temporada também apresentadores como Silvetty Montilla, Alexia Twister (hoje uma das apresentadoras do Nasce Uma Rainha da Netflix), Luiz Crispim (Lully Fashion) como reporter especial, Eliseu Cabral e Alexandre Herchcovitch como jurados, além de participações especiais como Grace Gianoukas, Ikaro Kadoshi (foi uma das apresentadoras de Drag me as a Queen e será apresentadora do Caravana das Drags junto com a Xuxa, produzido pelo Prime Vídeo), Miguel Falabella, Regina Volpato, Aretuza Lovi e mais.

    Academia de Drags estreia sua 3º temporada em 20 de dezembro
    Nessa ordem: Silvetty Montilla, Alexia Twister, Regina Volpato e Miguel Falabella

    Apensar de inspirado em RuPaul’s Drage Race, Academia de Drags tem regras e estilos e estilos diferentes como:

    RuPaul”s Drag Race Academia de Drags
    RuPaul ouve os jurados, mas é ele quem decide o ganhador o episódio. Acontece um conselho de classe, onde todos os jurados dão notas para as participantes, por tanto, a nota mais alta ganha.
    A Dublagem acontece com músicas em outros idiomas também além do nativo inglês. A Dublagem é feita só com músicas de cantores e cantoras brasileiros(as).
    Tem sempre três jurados por episódio: 2 fixos e um convidado. Sem número definido que seguidamente passa dos 4 jurados.
    A Final acontece em um teatro onde é feito um grande Show apenas para final. A final acontece em um casas de shows lgbtqia+.
    Apenas as finalistas fazem Shows Além dos Shows das finalistas, participantes da temporada atual e da anterior também fazem Shows, antes das finalistas claro.
    A ganhadora final é decida pela RuPaul’ Assim como em todo o programa, a vencedora final tem notas somadas, incluindo votação popular pela internet.
    A miss simpatia é escolhida pelos participantes Miss Arra Bixa, é o miss simpatia do programa e é escolhida pela apresentadora principal

    Rita Von Hunty, ganhadora da ‘Miss Arasa Bixa’ da 1° temporada, também é apresentadora do Drag Me as a Queen e tem hoje o maior canal de política do Brasil no Youtube, o Tempero Drag com mais de 933 mil inscritos e Fefe Houstou, ‘Miss Arrasa Bixa’ da 2º temporada trabalha como modelo e ator, com participações o programa de tv Xilindró e em publicidades de marcas como a Vivo.

    Academia de Drags estreia sua 3º temporada em 20 de dezembr
    Nesse onde: Rita von Hunty e Fefe Houston – Instagram

    Lembrando, em 20 de dezembro, as 20h, estreia no YouTube a tão esperada 3º temporada de Academia de Drags e torcemos que de agora em diante, aconteça uma vez ao ano no mínimo.

  • Super Drags, um desenho incrível que o preconceito e um processo judicial fez morrer na primeira temporada

    Super Drags, é uma produção da Combo Estúdio, sendo a primeira animação brasileira na Netflix, que terminou na primeira temporada em meio a diversas polêmicas antes de sua estreia, que continuaram após o lançamento e terminou com um processo judicial por “plágio”.

    super drags
    cena do trailer

    Super Drags, estreou em 2018, criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescau, com classificação de 16 anos, ou seja, é um conteúdo que não aparece no perfil Kids da Netflix, porém ao anunciar animação, não havia a classificação etária nos primeiros trailers, assim, causando os primeiros protestos:

    • Sociedade Brasileira de Cardiologia emitiu nota condenando a animação a época: leia aqui;
    • Frente Parlamentar pela Defesa da Vida e da Família do Congresso Nacional, emitiu nota de repúdio: leia aqui;
    • Artistas gospel promoveram boicote à Netflix por causa da animação: leia aqui;
    • Sites gospel, alegaram que a séria ridicularizada a religião Evangélica e seus pastores: leia aqui.

    De fato, não podemos negar que Super Drags foi satírica, irônica e caricata com Igrejas Evangélicas Neo Pentecostais, pastores e seus obreiros, assim como ela foi satírica, irônica e caricata com o universo LGBTQIA+, afinal é uma séria de humor em animação, direcionada a maiores de 16 anos.

    A Netflix, para deixar claro, após os protestos iniciais, que a séria não era conteúdo infantil, obrigou-se a produzir um trailer apenas para dizer que ela não era para o público Kids, informando que o conteúdo poderia se bloqueado por senha, que bastava não deixar as crianças assistirem e que os pais poderiam procurar no Google como fazer.

    A série estreiou como um suposto sucesso de audiência, com a Netflix anunciando que ela seria renovada para mais dumas temporadas: leia aqui, e foi então que a mesma levou um processo por plágio, do ilustrador Wil Vasque, alegando que Super Drags baseada-se em um projeto de 2010 criado por ele, chamado de Drag Dragons.

    Logo após a notícia do processo, a Netflix anuncio que Super Drags não seria renovada para uma nova temporada, situação comemorado pelo ilustrator, pois ele acreditava a época que o fato da Netflix cancelar a série, já seria uma comprovação de culpa, porém até hoje, não temos informações de como terminou esse processo e  se terminou: leia aqui, porém como pode ser visto no vídeo ‘Drag Dragons’, se ele serviu de referência ou inspiração para o projeto, foi apenas de Drags Queens como super heroínas ficando por aí, pois Super Drags tem um universo, história, mitologia e todo resto completamente diferente do projeto do ilustrador.

    Super Drags, é uma bela animação, fruto de uma produtora brasileira, com participação de personalidade LGBTQIA+ como Silvetty Montilla, Pablo Vittar e Suzy Brasil que vale a penas ser assistida, pois injustiças a parte, ela continua no catálogo da Netflix provendo a visibilidade do público LGBTQIA+.