Brazindia, música de Greg Queen e Rani Kor-HE-Nur foi lançada no Youtube em 29/07/2022 e as drags são respectivamente, a vencedora do reality Queen of the Universe (produzido por RuPaul) e uma das finalistas do programa.
cena do clipe/youtube
Na primeira apresentação e única se me engano, em duplas, Grag e Rani, criaram e cantaram juntas a música Put Their Exes On Blast With “Damn That Man“, elogiada pelo público e jurados.
https://www.youtube.com/watch?v=QIBA6Muiebo
Essa parceria que antes parecia restrita ao programa, apareceu fora dele também o lançamento do Hit, Brazindia.
Vale lembrar ainda, que nas áreas, econômica, política e ciências de tecnologia, a India é um parceiro de longa data do Brasil e um dos países fundadores do BRICS, sendo o “i” da sigla.
O hinduísmo em si é complexo com as questões LGBTQIAP+, hora aprovado pelos deuses, hora não e até a forma como lidam com as transsexuais, que são vista como divindades, que abençoam pessoas nas ruas, mas tem que viver de doação dessas benções, por que são proibidas de trabalhar.
Junte a isso, um crescendo número de mulçumanos no país e o caos está feito, a própria Rani fala disso no Queen of the Universe e como ela tem medo de ser quem na India.
A temporada 14 de RuPaul’s Drag Race terá o tema Candyland (mundo doce ou dos doces?) estreando 07 de janeiro de 2022, conforme anunciado ontem (02/12/2021) pela VH1, canal oficial do programa.
Junto, Mama Ru, também apresentou as novas queens que irão participar da competição, assim como novas regras dessa temporada.
divulgação, facebook – RuPaul’s Drag Race
Pelo vídeo dá a entender que as provas serão mais competitivas, que poderão acontecer repescagem de competidoras e que haverá um “coringa” ou “coringas” no jogo (reality). Será que é para salvar uma competidora da eliminação.
No mesmo anúncio veio também a revelação das novas queens que irão competir pela coroa e são elas:
Lorelay Fox não começou sua vida de Drag no Youtube, mas foi nele que ela ficou conhecida nacionalmente abrindo caminhos que chegaram até a tv e o Danilo que é quem dá a vida a Lorelay tinha um cuidado muito grande que, em todos os seus vídeos, fosse abordado algum tema importante a causa LGBTQIA+.
Lorelay Fox – arquivo pessoal – Instagram
No início de 2020 chegou à pandemia da COVID-19 no Brasil, mais precisamente em março, perdurando até hoje e por causa disso, praticamente todos os grandes eventos de 2020 foram cancelados para evitar aglomerações e disseminação do Corona vírus (causador da COVID-19) e um desses eventos foi a parada o orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, a maior do Brasil e do mundo.
A parada do Orgulho LGBTQIA+ de 2020 foi virtual, via live no Youtube (veja aqui), e contou com a participação de várias celebridades no meio LGBTQIA+, porém esquecendo algumas personalidades importantes, que estão na parada desde a sua primeira edição, causando um certo desconforto no meio LGBTQIA+.
Lorelay Foi uma das apresentadoras da edição de 2020 e por causa desse desconforto no meio LGBTQIA+ ela mudou o foco do conteúdo do canal: você pode ver ela falando sobre isso no vídeo abaixo.
E caso queria ver/ouvir o podcast completo, clique aqui!
O Conteúdo deixa de ser mais sério, para ser mais divertido e informal, focado mais em entretenimento e que parece estar dando muito certo, então, se você gosta de assuntos sobre fantasmas, teorias da conspiração, alienígenas etc., você tem o canal da Lorelay para esses temas também.
Não estamos trazendo em primeira mão, por que o anúncio aconteceu no dia 26 de maio, no Instagram, mas não pode poderíamos deixar de falar do RuPaul’s Drage Rece All Stars 6.
fofo divulgação
Como dito, no dia 26 de junho, no Instagram oficial do Reality, foi anunciando as 13 participantes do programa e uma novidade, pois essa edição será exclusiva da Paramount Plus (mais um streaming para assinarmos).
Essa temporada do RuPaul’s Drage Rece está realmente bem “eclética” pois tem participantes da 2ª a 13ª temporadas, resgatando ícones como Pandora Box (2ª temporada), Ginger Minj (7ª temporada), Eureka (9ª e 10ª temporadas) e Silky Nutmeg Ganache (11ª temporada).
Essas e outros rainhas foram destaque nas suas temporadas, como Kylie Sonique Love (apenas Sonique na 2ª temporada) que se descobriu uma mulher trans, assim como Carmem Carrera (3ª temporada) e Gia Gunn (6ª temporada).
E vamos as participantes (elas serão apresentadas aqui em ordem alfabética).
A´KERIA C. DAVENPORT
mais uma do Clã Davenport, participante da 11º temporada e uma das finalistas da edição.
https://www.instagram.com/p/CPWBpj7Dy3H/
EUREKA
ela apareceu na 9ª, mas devido a uma contusão em umas provas, teve que sair do programa para voltar na 10ª edição. Polêmica do início ao fim, fez uma das melhores imitações no Snatch Game como Honey Boo Boo.
https://www.instagram.com/p/CPWCOhWD-dO/
GINGER MINJ
ela participou da 2ª temporada, sempre irônica e engraçada, infelizmente não chegou a ser uma das finalistas, porém ela fez várias participações ao longo das várias temporadas de Drage Race, atuou na série AJ and the Queen (escrita, dirigida e protagonizada por RuPaul) e parificou também do All Stars 2ª temporada, sendo eliminada na 3ª semana.
https://www.instagram.com/p/CPWC0ZlDgUe
JAN
ela canta, ela dança, ela atua, ela é fofa, querida, positiva e tem incríveis crises de estabilidade emocional quando não ganha um desafio que ela acha é da área dela. Jan participou da 12ª temporada, também participou do The Voice (2017), America’s Got Talent (2019), assim como em várias webs series, ganhou prêmios na música, sem falar que ela é uma graça desmontado.
https://www.instagram.com/p/CPWDWWHDJaO/
JIGGLY CALIENTE
participante da 4ª temporada, que se definia como “Barbie tamanho grande”, foi eliminada na 7ª semana do programa e hoje parece ter perdido uns 20kg.
https://www.instagram.com/p/CPWD5oej8A3/
KYLIE SONIQUE LOVE
ela participou da 2ª temporada e na semana do rewind, disse ter entendido que ela era uma mulher trans, sendo a primeira participante do programa a reconhecer sua transexualidade, mas não a única.
https://www.instagram.com/p/CPWEiWYjdUI/
PANDORA BOX
oriunda da 2ª temporada, foi Miss Simpatia da mesma, ela ajudava as outras participantes que não sabiam costurar como a Shangela e na nossa opinião, ela devia ter sido chamada para um All Stars a muito tempo já.
https://www.instagram.com/p/CPWFQMtDKIq/
RA’JAH O’HARA
abduzida da 11ª temporada, teve uma crise de inveja e indignação histórica no programa: não era das mais simpáticas e fazia ataques pessoais contra as outras queens.
https://www.instagram.com/p/CPWFmEeDjVY
SCARLET ENVY
também foi participante da 11ª temporada, um pouco arrogante e ao mesmo tempo sonsa, apoiou-se muito em sua beleza e pouco em criatividade e detalhes, muitas vezes apresentando visuais pobre e apagados: vamos ver se ela engrena agora.
https://www.instagram.com/p/CPWGK-wDPUY
SERENA CHACHA
da 5ª temporada, onde temos rainhas icônicas como Alyssa Edwards, Detox, Jinkx Monsoon (vencedora da temporada) Alaska e Coco Montrese: ela tinha 21 anos a época, se interessava por arte e por isso fazia Drag, mas acabou eliminada na 2ª semana.
https://www.instagram.com/p/CPWGrULjp07
SILKY NUTMEG GANACHE
umas drags mais polêmicas, odiada e amada ao mesmo tempo, pelas suas colegas de temporada e público, participou da 11ª e era a rainha dos barracos no Untucked, porém era inegável o seu talento e garra, tanto que ela foi uma das finalistas da edição, fez a melhor interpretação da Oprah do programada e ganhou no Snatch Game.
https://www.instagram.com/p/CPWHScdD8Lk
TRINITY K. BONET
participou da 6ª, onde a lendária Bianca Del Rio (vencedora da temporada) foi colega de outras divas como Adore Delano, Gia Gunn, BenDeLaCreme, Milk (um dos homens mais gatos que ja participou do programa) e April Carrión (que levou uma cantada do Adam Lambert no programa). Trinity chegou na 2ª semana com a segunda metade do elenco da temporada, sobreviveu a dublagem com April Carrión, na semanada seguinte sobreviveu a dublagem com Milk e foi eliminada na nona semana.
https://www.instagram.com/p/CPWHs9MDoFr
YARA SOFIA
esteve na 3ª temporada junto de queens como Carmem Carrera, Manila Luzon, Alexis Mateo e Raja (vencedora da temporada). Yara sobreviveu a dublagem da nona semana, onde Ela e Carmem Carrera não foram eliminadas, mas saiu da competição na 13ª semana, tornando-se quase uma finalista.
https://www.instagram.com/p/CPWIhmKDRvS
All Stars 6 estreia dia 26 de junho, na Paramount+, que na data de hoje, R$ 19,90 com 7 dias grátis, porém ainda não temos informações se sera exibido no Brasil pela Paramount+.
Normalmente, após a exibição na TV americana do episódio, ele fica disponível no Wow+ Presents Plus, ja com legenda em português e nele também é possível assistir outros Drag Races como UK, Holanda e Canada, tem o preço um pouco maior, na data de hoje R$ 27,14 e 7 dias grátis, mas não sabemos ainda se All Stars ficará disponível nele.
Super Drags, é uma produção da Combo Estúdio, sendo a primeira animação brasileira na Netflix, que terminou na primeira temporada em meio a diversas polêmicas antes de sua estreia, que continuaram após o lançamento e terminou com um processo judicial por “plágio”.
cena do trailer
Super Drags, estreou em 2018, criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescau, com classificação de 16 anos, ou seja, é um conteúdo que não aparece no perfil Kids da Netflix, porém ao anunciar animação, não havia a classificação etária nos primeiros trailers, assim, causando os primeiros protestos:
Sociedade Brasileira de Cardiologia emitiu nota condenando a animação a época: leia aqui;
Frente Parlamentar pela Defesa da Vida e da Família do Congresso Nacional, emitiu nota de repúdio: leia aqui;
Artistas gospel promoveram boicote à Netflix por causa da animação: leia aqui;
Sites gospel, alegaram que a séria ridicularizada a religião Evangélica e seus pastores: leia aqui.
De fato, não podemos negar que Super Drags foi satírica, irônica e caricata com Igrejas Evangélicas Neo Pentecostais, pastores e seus obreiros, assim como ela foi satírica, irônica e caricata com o universo LGBTQIA+, afinal é uma séria de humor em animação, direcionada a maiores de 16 anos.
A Netflix, para deixar claro, após os protestos iniciais, que a séria não era conteúdo infantil, obrigou-se a produzir um trailer apenas para dizer que ela não era para o público Kids, informando que o conteúdo poderia se bloqueado por senha, que bastava não deixar as crianças assistirem e que os pais poderiam procurar no Google como fazer.
A série estreiou como um suposto sucesso de audiência, com a Netflix anunciando que ela seria renovada para mais dumas temporadas: leia aqui, e foi então que a mesma levou um processo por plágio, do ilustrador Wil Vasque, alegando que Super Drags baseada-se em um projeto de 2010 criado por ele, chamado de Drag Dragons.
Logo após a notícia do processo, a Netflix anuncio que Super Drags não seria renovada para uma nova temporada, situação comemorado pelo ilustrator, pois ele acreditava a época que o fato da Netflix cancelar a série, já seria uma comprovação de culpa, porém até hoje, não temos informações de como terminou esse processo e se terminou: leia aqui, porém como pode ser visto no vídeo ‘Drag Dragons’, se ele serviu de referência ou inspiração para o projeto, foi apenas de Drags Queens como super heroínas ficando por aí, pois Super Drags tem um universo, história, mitologia e todo resto completamente diferente do projeto do ilustrador.
Super Drags, é uma bela animação, fruto de uma produtora brasileira, com participação de personalidade LGBTQIA+ como Silvetty Montilla, Pablo Vittar e Suzy Brasil que vale a penas ser assistida, pois injustiças a parte, ela continua no catálogo da Netflix provendo a visibilidade do público LGBTQIA+.
Estamos vivendo em um país polarizado faz alguns anos, e as redes sociais foram inundadas com discursos de ódio e fake news. O problema que a grande maioria dos discursos é raso como um pires, e isso vale tanta para a direita quanto para a esquerda.
Rita Von Hunty
Por isso ver uma drag queen falar com tanto conhecimento e domínio de assuntos como literatura, sociologia, teatro, antropologia, política e outros assuntos, é como estar em um maravilhoso oásis no meio do deserto. Em todos os vídeos, ela fala sobre diversos assuntos, sempre amparada no conhecimento científico. Não há discurso de ódio que consiga enfrentar um argumento técnico-científico.
Guilher Terreri (Rita Von Hunty)
A drag Rita Von Hunty é uma criação do Guilherme Terreri, que além de ser uma criação artística, tem uma importância política e social, no país que mais mata trans no mundo. Guilherme é formato em Artes Cênicas (UNIRIO) e Letras (USP).