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  • Me Chame pelo Seu Nome

    foto divulgação: me chame pelo seu nome
    foto divulgação: me chame pelo seu nome

    Nessa semana terminei de ver o filme “Me Chame pelo seu Nome”. Demorei um pouco para ver por causa da direção arrastada, e tive que separar um tempo para conseguir analisar com maior propriedade. E isso valeu a pena. O filme já está disponível no Netflix.

    foto divulgação: me chame pelo seu nome
    foto divulgação: me chame pelo seu nome

    Apesar de estarmos acostumados com o tipo de filmes americanos, que possuem uma edição mais rápida e com roteiro mais explicativo, a direção competente do diretor Luca Guadaginino oferece cenas campestres belíssimas do interior da Itália, com uma fotografia competente e solar de Sayombhu Mukdeeprom, o filme se alia perfeitamente aos componentes de arte explanados no livro.  E para isso ser deleitado, a edição tinha que ser realmente mais lenta, para entendermos as emoções dos personagens.

    O adolescente Elio vivido pelo excelente Thimothée Chamalet e o estudante americano que praticamente é um deus grego vivido por Armie Hammer com o americano Oliver, conseguem dar vida e humanidade aos diversos sentimentos que o amor causa nos personagens.

    foto divulgação: me chame pelo seu nome
     foto divulgação: me chame pelo seu nome

    Vencedor do Oscar de melhor roteiro, James Ivory conseguiu exprimir toda a beleza e delicadeza, com diálogos concisos e silêncios reveladores, como realmente a vida é. O texto que deu origem ao filme, é o livro homônimo do escritor egípcio André Aciman.  Ivory é um veterano do cinema com grandes filmes já criados como “Retorno a Howards End” de 1992, “Vestígios do Dia” de 1993, “Maurice” de 1987 e tantos outros filmes que asseguram a ele, como um dos melhores artistas do cinema ainda em atividade.

    foto divulgação: me chame pelo seu nome
    foto divulgação: me chame pelo seu nome

    Apesar de tudo isso, o filme é uma obra para ser contemplada, degustada, revista para ser apreciada em toda a sua magnitude. Apesar de ser muito elogiado, parte da crítica reclamou diretamente da velocidade do filme. Ao contrário, eu acho que esse é um grande trunfo do filme. A vida já é tão corrida, tudo acontece ao mesmo tempo, somos bombardeados com toneladas de informações diariamente, que é importante parar, refletir, e saber degustar certos momentos da vida.

    Sem dar spoiler, a fala final do pai do Elio nos dá uma lição de vida e mostra como um texto pode ser magistralmente escrito.

    Assista o trailer do filme.

  • Macabro

    O cinema brasileiro cada vez mais nos oferece produções com qualidade superior. Embora ultimamente tenhamos produzidos mais comédias, tem filmes de outras categorias que tem alcançado uma produção competente e talentosa.

    Foto: Divulgação - Macabro
    Foto: Divulgação – Macabro

    O filme “Macabro” é mais um trabalho do diretor Marcos Prado, que também dirigiu “Paraísos Artificiais”, “Curumim” e produtor da franquia “Tropas de Elite”. O filme ganhou na categoria Dark Matters no Festival de Austin nos Estados Unidos. Ainda conta com o excelente ator Renato Góes, Amanda Grimaldi, Flavio Bauraqui e Juliana Schalch.

    Foto: Divulgação - Macabro
    Foto: Divulgação – Macabro

    O filme ganha ainda mais relevância por ter sido baseado em fatos reais. Nos anos 90 em Nova Friburgo (RJ), começaram a ter diversos assassinatos com uma crueldade extrema e ainda com a prática da necrofilia, o que tornou o caso um prato cheio para a imprensa. O caso ficou conhecido como o dos “Irmãos Necrófilos”.  O filme estava programado para ser lançado oficialmente nos cinemas entre 2020 e 2021, mas com a pandemia, isso teve que ser adiado.

    O roteiro ainda trabalha sobre os problemas da sociedade da época, e que pelo jeito nos acompanha até hoje como o racismo e a violência policial, abordando também de uma forma o abuso psicológico e físico e a intolerância sobre os que conheciam os irmãos. Embora o roteiro pudesse ter ido mais a fundo nas motivações psicológicas dos irmãos ou do policial, não oferece redenção ao protagonista ou explica muito o que motivou os crimes, ainda assim temos um filme bem conduzido com uma excelente sonografia e fotografia.

    Foto: Divulgação - Macabro
    Foto: Divulgação – Macabro

    O roteiro ainda trabalha sobre os problemas da sociedade da época, e que pelo jeito nos acompanha até hoje como o racismo e a violência policial, abordando também de uma forma o abuso psicológico e físico e a intolerância sobre os que conheciam os irmãos. Embora o roteiro pudesse ter ido mais a fundo nas motivações psicológicas dos irmãos ou do policial, não oferece redenção ao protagonista ou explica muito o que motivou os crimes, ainda assim temos um filme bem conduzido com uma excelente sonografia e fotografia.

    Assista o trailer: