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  • Você já viu Força-Queer da Netflix? Se não, deveria parar o que você está fazendo agora e vá assistir

    Força-Queer é uma animação da Netflix aos moldes de Super Drags (que morreu na 1ª temporada) direcionada para o público LGBTQIA+ e apesar de ter cenas de sexo, nudez entre outras “coisas” não teve a mesma repercussão negativa quando Super Drags.

    Você já viu Força-Queer da Netflix?
    Imagem divulgação – Netflix

    Força-Queer é uma mistura de ‘Missão Impossível’, ‘James Bond’ e similares fazendo referência a vários filmes e séries de tv como ‘Brokeback Mountain’, o próprio ‘James Bond’, ‘The Princess Diaries’, ‘Harry Potter’, ‘MIB’, entre vários outros.

    Você já viu Força-Queer da Netflix?
    Imagem divulgação – Netflix

    A animação pesa a mão nos estereótipos e por isso foi bastante criticada pela comunidade LGBTQIA+, porém estereótipos nem sempre são ruins, pois são representações exageradas de algo ou alguém, que para o bem ou para o mal, eles trazem visibilidade e devemos usar essa visibilidade ao nosso favor.

    PERSONAGENS PRINCIPAIS

    NOME IMPORTÂNCIA PERFIL
    Steve MaryweatherSteve Maryweather principal Homem gay branco padrão, musculoso, preocupado com a aparência, solteiro, versátil e por dedicar-se totalmente ao trabalho estava solteiro, porém na séria começa a namorar um boy gordinho de barba, no melhor estilo urso.
    DebDeb coadjuvante nível 1 Mulher negra, lésbica, grande, forte e acima do peso, mecânica, casada com uma mulher mais velha e ‘mãe’ do esquadrão.
    TwinkTwink coadjuvante nível 1 Homem gay, branco, afeminado, espalhafatoso, um mestre nos disfarces, cantor, drag queen e ativo.
    BuckBuck
    coadjuvante nível 1 Homem branco, hetero, másculo, tosco e ogro, homofóbico apesar de dizer que não e passa grande parte da séria pelado ou sem camisa.
    VV coadjuvante nível 1 Mulher branca, hetero, uma das diretoras da agência de espionagem que teve a memória apagada de quando era agente de campo.
    StatStat coadjuvante nível 1 Mulher branca, lésbica, gótica, deprimida, solteira, a hacker da equipe e apaixonada por uma I.A que se tornou senciente.

    Força-Queer aborda situações que ainda são tabus ou preconceito entre o meio LGBTQIA+ como achar que gays afeminados são só passivos, gays padrões musculosos são só ativos, que heteros são na sua maioria preconceituosos, entre outros temas como esses.

    Força-Queer traz pessoas LGBTQIA+ da terceira idade como agentes importantes, mesmo aposentados, se destacando na trama e ainda enaltecendo a beleza deles também.

    Claro, a série escorrega em algumas piadas, força a mão em muitas coisas, mas mesmo assim, é divertido e legal de assistir.

    Por ser conteúdo produzido pela Netflix, só está disponível lá.

  • Super Drags, um desenho incrível que o preconceito e um processo judicial fez morrer na primeira temporada

    Super Drags, é uma produção da Combo Estúdio, sendo a primeira animação brasileira na Netflix, que terminou na primeira temporada em meio a diversas polêmicas antes de sua estreia, que continuaram após o lançamento e terminou com um processo judicial por “plágio”.

    super drags
    cena do trailer

    Super Drags, estreou em 2018, criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescau, com classificação de 16 anos, ou seja, é um conteúdo que não aparece no perfil Kids da Netflix, porém ao anunciar animação, não havia a classificação etária nos primeiros trailers, assim, causando os primeiros protestos:

    • Sociedade Brasileira de Cardiologia emitiu nota condenando a animação a época: leia aqui;
    • Frente Parlamentar pela Defesa da Vida e da Família do Congresso Nacional, emitiu nota de repúdio: leia aqui;
    • Artistas gospel promoveram boicote à Netflix por causa da animação: leia aqui;
    • Sites gospel, alegaram que a séria ridicularizada a religião Evangélica e seus pastores: leia aqui.

    De fato, não podemos negar que Super Drags foi satírica, irônica e caricata com Igrejas Evangélicas Neo Pentecostais, pastores e seus obreiros, assim como ela foi satírica, irônica e caricata com o universo LGBTQIA+, afinal é uma séria de humor em animação, direcionada a maiores de 16 anos.

    A Netflix, para deixar claro, após os protestos iniciais, que a séria não era conteúdo infantil, obrigou-se a produzir um trailer apenas para dizer que ela não era para o público Kids, informando que o conteúdo poderia se bloqueado por senha, que bastava não deixar as crianças assistirem e que os pais poderiam procurar no Google como fazer.

    A série estreiou como um suposto sucesso de audiência, com a Netflix anunciando que ela seria renovada para mais dumas temporadas: leia aqui, e foi então que a mesma levou um processo por plágio, do ilustrador Wil Vasque, alegando que Super Drags baseada-se em um projeto de 2010 criado por ele, chamado de Drag Dragons.

    Logo após a notícia do processo, a Netflix anuncio que Super Drags não seria renovada para uma nova temporada, situação comemorado pelo ilustrator, pois ele acreditava a época que o fato da Netflix cancelar a série, já seria uma comprovação de culpa, porém até hoje, não temos informações de como terminou esse processo e  se terminou: leia aqui, porém como pode ser visto no vídeo ‘Drag Dragons’, se ele serviu de referência ou inspiração para o projeto, foi apenas de Drags Queens como super heroínas ficando por aí, pois Super Drags tem um universo, história, mitologia e todo resto completamente diferente do projeto do ilustrador.

    Super Drags, é uma bela animação, fruto de uma produtora brasileira, com participação de personalidade LGBTQIA+ como Silvetty Montilla, Pablo Vittar e Suzy Brasil que vale a penas ser assistida, pois injustiças a parte, ela continua no catálogo da Netflix provendo a visibilidade do público LGBTQIA+.

  • In a Heartbeat deixou o Youtube em estado de fofura

    In a Heartbeat é uma animação de apenas 4 minutos e 5 segundos que nos deixou cheios de amor, emocionados e até lacrimejantes.

    O Cutra foi publicado no Youtube em 31/07 e já tem 2.2 milhões de “Gosteis”. Porém o número de “Não Gosteis” também é grande, +187 mil que é um pouco menos de 10% dos “Gosteis” e que, provavelmente decorrem do fato do curta abordar o surgimento do amor entre dois meninos, afinal, falar de afeto entre duas crianças, que pelo curta, parecem estar na adolescência requer muito cuidado, afim de não incentivarmos a sexualidade precoce da criança.

    Animação In a Heartbeat deixou o Youtube em estado de fofura

    In a Heartbeat é muito bem produzido, de qualidade incrível e que podemos comparar a produções da Pixar por exemplo, claro, dentro das suas devidas proporções, afinal uma animação de uma hora e meia exige aporte de pessoal, produção e pós produção muito maior que um curta de 4 minuto, porém a qualidade da animação é inegável.

    In a Heartbeat deixou o Youtube em estado de fofura
    Cena do curta

    Outra ponto que chama atenção é leveza como o assunto é abordado e a história é contada de seus dois personagens e como toda animação de sucesso que preste, ela tem o seu Minium, aquele personagem que faz parte da trama e que rouba nosso “coração”.


    O curta foi produzido na Ringling College of Art and Design by, um College (similar a nossa graduação tecnologia) de arte e design da cidade de Sarasota, Flórida – EUA | https://www.ringling.edu

    Produzido e criado por Beth David e Esteban Bravo, dois alunos recém formados no curso, fez tanto sucesso que mereceu uma publicação no site faculdade – https://www.ringling.edu/content/blog/heartbeat-gains-national-recognition.

    A Faculdade menciona o sucesso nacional (nos EUA) que o curta teve no Youtube, fala do enredo e da uma lista de Sites/Portais que produziram boas críticas ao curta com vários nomes de peso como: New York Times, USA Today, Mashable, The Washington Post, LA Times, HuffPost, Buzzfeed, People, MTV entre outros.

    In a Heartbeat deixou o Youtube em estado de fofura
    Esteban Bravo e Beth David

    Assista, reassista, se emocione, deixe as lagrimas rolar e divirta-se 😉