Categoria: PERSONALIDADE

  • Cruella da Disney invade as telas brasileiras

    Divulgação Disney
    Com a recriação da Malévola com Angelina Jolie, em que a vilã foi humanizada e contada de uma forma mais atualizada, o filme se transformou em sucesso de público e de crítica. A Disney resolveu investir nesse segmento de filmes.
    Agora tivemos o lançamento de “Cruella” com Emma Stone no papel principal. E realmente a personagem precisava de uma atriz competente e com diversos recursos técnicos para dar vida à complexa vilã.
    A história começa com Estella, uma estilista em início de carreira que atraiu a atenção da Baronesa Von Hellman (com a sempre excelente e perfeita Emma Thompson)
    E com o temperamento forte e ácida da Baronesa, o relacionamento das duas desencadeia o nascimento de uma das maiores vilãs da Disney.  A elegante e cruel Cruella.
    O filme é dirigido por Craig Gillespie que dirigiu “Eu, Tonya”.

    Assista o trailer dublado.

  • A PL 504 foi vencida

    Foto: Mercedes Mehling – Unplash

    Com toda a movimentação da sociedade, incluindo artistas, empresas, produtoras de vídeo,  emissoras de TV e muitas outras organizações, a Assembleia de Legislativa de São Paulo, conseguiu assinatura suficientes para retirar da pauta da votação, e retornar para as comissões de discussão.  O projeto até inconstitucional era, pois esse tipo de legislação tem que ser federal.

    Abaixo o depoimento de uma das deputadas federais responsáveis por essa vitória Erica Malunguinho.

    http://https://www.instagram.com/tv/COODWQMny-n/?utm_source=ig_web_copy_link

  • #LGBTnãoÉmáinfluência

    Hoje é mais um daqueles dias de retrocesso no Brasil. Em São Paulo, hoje será votado o projeto de lei, de autoria da deputada estadual Marta Costa (PSD), que diz que publicidade com LGBTQI+ leva “desconforto emocional a inúmeras famílias” e “práticas danosas” às crianças”. A deputada  é filha do pastor José Wellington que pertence à Assembleia de Deus.  A alegação é que se evite a inadequada influência na formação de jovens e crianças.

    Apesar disso, a comunidade de São Paulo está invadindo a internet com as hashtags #LGBTnãoÉmáinfluência e #AbaixoPL504.  Diversas agências de propaganda e empresas estão se posicionando contra essa “proposta de lei”. Entre elas: Avon, Boticário, Natura, Cartoon Network, Disney, Magazine Luíza, Votorantim e muitas outras.

    Compartilhe também e ajude a chegar nos trend topics. #AbaixoPL504 #LGBTnãoÉmáinfluência

    Veja a mensagem da Nanny People.

    Abaixo, algumas das  marcas que se manifestaram contra o projeto de lei:

    https://www.instagram.com/p/CN-1J90HWh3/?utm_source=ig_embed

     

  • Bom Crioulo é considerado o primeiro livro brasileiro sobre um relacionamento homoafetivo

    O livro “Bom Crioulo” é do escritor Adolfo Caminha e foi publicado em 1895 no Brasil. Seguindo o movimento naturalista, a história é sobre o ex-escravo Amaro e um jovem de 15 anos, que ainda conta um a entrada de Dona Carolina formando um triângulo amoroso, que já dá sinais de tragédia à vista.

    Caso enha interesse no livro, abaixo segue o link da Amazon.

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    Mas eu não quero fazer uma crítica literária, e sim falar da nossa história que muita gente tenta negar, ou falar que nunca existimos.  Mas a história do Bom Crioulo com certeza foi baseada em algo que o escritor tinha conhecimento.  Estamos vivendo em uma época polarizada politicamente, mas também que estamos muito mais expostos.

    Foto: Mercedes Mehling – Unplash

    O mundo realmente hoje parece estar em debate constante sobre a homofobia, machismo, feminismo, racismo, gordofobia e tantos outros temas que são de suma importância debater e cada vez mais deixar as pessoas informadas, para que os erros e preconceitos do passado não se repitam nessa e nas próximas gerações.

    E nada melhor que estudar e saber mais sobre a história, a ciência, a psicologia e a sociologia. Se hoje vemos um jornalista na TV desejando feliz dia dos namorados para o seu amor que está em casa preparando o jantar, se vemos mais gays e lésbicas nos reality shows, propagandas, novelas, filmes e peças de teatros falando sobre a nossa realidade, cada vez mais artistas e personalidades assumindo a própria sexualidade, e tanto faz se forem gays, lésbicas, trans, bissexuais ou qualquer outra forma de ser, temos que ter em mente que muita gente antes de nós lutou para termos esse espaço. E muita gente sofreu muito e muito. Um dos livros mais importantes para se ler é “Devassos no Paraíso” do Trevisan. É um estudo sério e documentado sobre a nossa comunidade no Brasil Colônia até aqui.

    LGBTQI+
    Foto: Sharon Mccutcheon – Unplash

    Por isso meu interesse sobre o livro. E fui pesquisar a vida do autor, que teve uma vida hétero. Mas como Amaro, ele teve uma passagem pela Marinha Brasileira (na época chamada Marinha de Guerra). Ele se apaixonou por uma mulher casada, e essa mulher abandona o marido para viver com ele, com quem tem duas filhas.

    Mas por causa do escândalo ele teve que sair da Marinha e trabalhar como funcionário público.  Ele escreveu outros livros também como “Judite”, “A Normalista”, “No País dos Ianques”, o  mais famoso “Bom Crioulo” entre outros e com mais duas obras inacabadas. Infelizmente o autor morreu muito jovem de tuberculose, aos 29 anos de idade no Rio de Janeiro.

     

    Este livro pode ter sido o primeiro no Brasil, mas temos muitos outros livros sobre o assunto. Por isso leia, veja, ouça, viva, beije, ame.

     

     

  • Se hoje temos Pablo Vittar e Glória Groove, nos anos 80 tínhamos Boy George

     

    Foto: DIvulgação

    A banda Culture Club nasceu na Inglaterra em 1981. O grupo era composta por Boy George (vocalista), Roy Hay (guitarra elétrica e teclados), Mikey Craig (baixo) e Jon Moss (bateria e percussão). Ao lado de Duran Duran, Spandau Ballet, Talk Talk e Adam and The Ants incorporaram o movimento New Romantic e invadiram as paradas e danceterias do mundo inteiro. Culture Club ainda hoje é considerada um dos grupos mais representativos e influentes da década de 1980, e vendendo mais de  mais de 150 milhões de cópias em todo o mundo.

    Foto: DIvulgação Culture Club

     

     

     

     

     

     

     

     

    Porém diferente das outras bandas de New Romantic, o vocalista Boy George tinha um visual andrógino, abusando das maquiagens, roupas, chapéus e perucas, o que gerou uma identificação imediata da banda com seu público jovem ansioso por novidades.  A imagem de Boy George chocava os pais e a sociedade em geral, mas isso não impediu o sucesso da banda e de terem milhares de fãs.

    Foto: Culture Club | Divulgação

     

    Abaixo seguem os principais sucessos da banda que vale a pena ouvir:

    “Do You Really Want to Hurt Me”,”Love Is Love”,

    “Time (Clock of the Heart)”

    “Karma Chameleon”

    “Victims”

    “Love is Love”

     

    A banda não se fez apenas por causa da figura marcante de Boy George. Eles foram muito mais que isso. A maioria das músicas bebiam nas fontes do pop, reggae, Calypso,  soul americano, new  wave, baladas e no gênero synthpop.

    O álbum” Colour by Numbers” vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo. Mas cravaram seu nome na história, marcando seu espaço na lista da revista Rolling Stone dos 100 melhores álbuns da década de 1980 .

    Mas a banda não teve apenas momentos bons. Os conflitos entre os integrantes do grupo e os problemas de Boy George com drogas levaram à separação do grupo. Boy George foi preso depois por porte de drogas. Logo depois mais uma tragédia no grupo, com a morte do tecladista Michael Rudetsky por overdose de de heroína, encontrado na residência do cantor.

    Boy George é internado em uma clínica de reabilitação para tratar sua dependência e retorna em 1987, iniciando sua carreira solo com o álbum “Sold”. A banda só voltaria a se reunir em 1998 para gravar o CD “Greatest Hits” no programa Storytellers, do canal a cabo americano VH1. Em 1999, a banda se reuniu para gravar e lançar o CD “Don’t Mind If I Do.

     

    Discografia

    1982 – Kissing to Be Clever

    1983 – Colour by Numbers

    1984 – Waking Up with the House on Fire

    1986 – From Luxury to Heartache

    1999 – Don’t Mind If I Do

     

    Fonte: Wikipédia

  • Um oásis no deserto da ignorância brasileira: Rita Von Hunty

    Rita Von Hunty
    Rita Von Hunty

    Estamos vivendo em um país polarizado faz alguns anos, e as redes sociais foram inundadas com discursos de ódio e fake news. O problema que a grande maioria dos discursos é raso como um pires, e isso vale tanta para a direita quanto para a esquerda.

    Rita Von Hunty
    Rita Von Hunty

    Por isso ver uma drag queen falar com tanto conhecimento e domínio de assuntos como literatura, sociologia, teatro, antropologia, política e outros assuntos, é como estar em um maravilhoso oásis no meio do deserto. Em todos os vídeos, ela fala sobre diversos assuntos, sempre amparada no conhecimento científico. Não há discurso de ódio que consiga enfrentar um argumento técnico-científico.

    Guilher Terreri (Rita Von Hunty)
    Guilher Terreri (Rita Von Hunty)

    A drag Rita Von Hunty é uma criação do Guilherme Terreri, que além de ser uma criação artística, tem uma importância política e social, no país que mais mata trans no mundo.  Guilherme é formato em Artes Cênicas (UNIRIO) e Letras (USP).

    Saiba mais no canal Tempero Drag. Clique aqui http://bit.ly/2OmpryK

    Abaixo veja alguns dos seus vídeos:

  • Silva lança seu quinto álbum e consolida seu lugar na nova MPB

    Silva chegou no cenário da música brasileira como um bálsamo. Cantor, compositor e músico multi-instrumentista, chegou com talento e trazendo sofisticação em suas canções.

    Silva
    Silva

    O artista capixaba nas em Vitória no Espírito Santo e invadiu ultimamente as paradas musicais, principalmente por causa das parcerias. Ainda trabalha com o irmão Lucas, que escreveu e produziu alguns álbuns do cantor.  Ele se lançou em 2012 com um EP com seis músicas. No mesmo ano, ainda lançou o álbum “Claridão” pela SLAP (selo da Som Livre).

    Em 2014, o segundo álbum “Vista pro Mar” foi eleito o oitavo melhor disco nacional pela Revista Rolling Stones, e o disco teve participação especial da Fernanda Takai. Lulu Santos participou do disco ao vivo na canção “Noite”. Nesse período, o artista ainda tinha uma pegada mais indie, que marcou os primeiros anos da sua carreira.

    Mas em 2016, houve a guinada na carreira do Silva para a MPB. Nesse ano ele lançou o disco e turnê “Silva Canta Marisa”, que contava ainda com uma canção inédita, que foi composta em parceria com a própria Marisa Monte.

    Dois anos depois lança o disco “Brasileiro” consolidando o seu sucesso em todo o Brasil, com diversos shows marcados.  Além do Brasil, teve shows também em Portugal.  Em 2019 ainda lança o álbum “Bloco da Silva”, recheado com sucessos dele e de clássicos da Axé music. Conta com arranjos deliciosos e luxuosos.  Os shows em Portugal ainda renderam o ‘Ao Vivo em Lisboa”.

    Silva
    Silva

    Em 2020, mais um disco invade as paradas musicais com o disco “Cinco”, com a nova parceria com a Anitta em “Facinho”, “Quem Disse” com João Donato e “Soprou” com o cantor/compositor Criolo. Abaixo temos as duas parcerias do Silva, com as principais musas da música pop no Brasil: Anitta e Ludmilla. Ficamos esperando uma parceria ainda com a Iza.

    Confira o lançamento “Sorriso de Agogô”- a canção de trabalho

    Ouça “Cinco” no Spotify.

    Confira também Silva e Ludmila

    E Silva e Anitta

  • A Canção de Amor de Madonna e Prince

    Madonna
    Madonna

    No cenário do pop dos anos 80 e 90, Madonna, Prince e Michael Jackson dominaram as paradas musicais e as principais vendas de discos. O sucesso foi tão emblemático, que tanto Madonna quanto Prince, tiveram um namoro com o cinema.  Prince teve sucesso de público e de crítica com o seu “Purple Rain” e a material girl teve uma personagem secundária, mas que dava nome ao filme: “Procura-se Susan Desesperadamente”.  Esse filme foi da época do disco “Like a Virgin”, que rendeu “Into the Groove” para a trilha do filme.

    Madonna também tentou uma parceria com o Rei do Pop, mas que não rolou. A ideia era ter uma participação na música e no clipe “In the Closet”. A ideia era ela estar vestida de homem, e ele de mulher. Dizem que sua irmã Janet Jackson foi contra, já que o artista sofria por causa das polêmicas sobre a vida sexual do cantor.

    Em 1984, com o disco “Like a Virgin” ela foi catapultada para o sucesso mundial, com músicas como a faixa título, “Into the Groove”, “Material Girl” e “Love Don’t Live Anymore” e “Angel”. Com “True Blue”de 1986, ela consolida o sucesso e seu lugar na história na música pop, com sucessos como “Papa Don’t Preach”, “Open Your Heart”,  “True Blue” e o mega sucesso “Live to Tell”. Com essa música, ela conseguiu da gravadora também maior liberdade para produzir e gerenciar sua música.

    Madonna
    Madonna

    Embora ela tenha alcançado o sucesso de público, a crítica ainda tinha restrições. O que mudou com o lançamento de “Like a Prayer” de 1989, Madonna finalmente consegue o sucesso de crítica, colocando o pop em um patamar de arte também, mostrando que a música pop pode ser muito mais que uma música de consumo.

    Nesse disco, temos uma pérola meio que esquecida nesse disco. A cantora contou com uma parceria com ninguém menos que Prince. Embora a música não tenha tocado nas rádios, é uma das melhores canções desse disco, e poderia facilmente estar em qualquer um dos discos do cantor e compositor de Minneapolis.

  • Alan Turing será homenageado na nota de 50 libras

    Alan Turing foi um pioneiro na ciência da computação, consideramos por muito o pai da computação moderna, ele decifrou o códio de Máquina Enigma: uma especiei de máquina de escrever usada pelo nazistas e aliados para enviar mensagens na segunda guerra.

    Alan Turing será homenageado na nota de 50 libras
    Alan Turing

    Graças a quebra desse código foi possível interceptar as transmissões nazistas e partir dai vencer a guerra, porém o medo de que nazismo tentasse voltar nos anos seguintes após o fim da guerra era tamanho que, essa informações ficou guardada por mais de 50 anos.

    Durante anos, foram feitas campanhas que envolveram ativistas da tecnologia da informação, do meio político e público LGBTQ+ para Alan fosse reconhecido por esse feito e em 11 de setembro de 2009, 55 anos após sua morte, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown através de uma petição ao governo britânico, pediu desculpas em nome do governo pelo tratamento preconceituoso e desumano dado a Turing, que o levou ao suicídio em 07 de julho de 1954, em 24 de dezembro de 2013, passou a ter efeito a Real Prerrogativa do Perdão, concedida a Turing pela Rainha Elizabeth II.

    Em 2014, estreou nos cinems The Imitation Game, interpretado por Benedict Cumberbatch e Dirigido pelo norueguês Morten Tyldum. O filme mostra a vida Turing durante a Segunda Guerra, com seu trabalho decisivo para a criação da Bomba Eletromecânica, além de passagens da infância, o pós-guerra até forçado à castração química, terminando em sua morte.

    Esse filme, segue disponível, completo no Youtube e dublado, por quanto tempo, ainda não sabemos:

    https://www.youtube.com/watch?v=B6-kvmineak

    Agora em 2019, ele foi escolhido em uma lista de quase mil candidatos para ser homenageado na nota de 50 libras na Inglaterra, que será a última da coleção do Banco da Inglaterra a mudar de papel para polímero.

    Alan Turing será homenageado na nota de 50 libras

    O rosto de Alan Turing aparecerá na nova nota de 50 libras, quando entrar em circulação em 2021, após um processo de consulta pública destinado a homenagear o cientista britânico.

    Os 12 finalistas para ocuparem a nota de 50 libras eram Mary Anning, Paul Dirac, Rosalind Franklin, William Herschel e Caroline Herschel, Dorothy Hodgkin, Ada Lovelace e Charles Babbage, Stephen Hawking, James Clerk Maxwell, Srinivasa Ramanujan, Ernest Rutherford, Frederico Sanger, e Alan Turing.

    Parece uma homenagem altura, de quem foi um dos responsáveis pelo fim da 2º Guerra, derrotando os nazistas e que terminou por cometer suicídio, condenado como um criminoso comum e forçado a fazer castração química pelo simples fato de ser LGBTQ+.